Os nove estudantes participantes na Missão EXPLORE-2.
Nove estudantes do ensino secundário da Áustria, Grécia e Portugal concluíram com sucesso a missão EXPLORE-2. Foram seis dias num habitat especialmente concebido para simular Marte, perto de Monsaraz, Portugal, onde os jovens europeus desempenharam com êxito o papel de astronautas análogos.
Entre 13 e 19 de abril de 2026, estes jovens viveram como verdadeiros astronautas na estação de investigação espacial análoga de Monsaraz – a Mars Analog Research Station (M.A.R.S), no OLA – Observatório do Lago Alqueva, realizando trabalhos de exploração como se estivessem em Marte. Operaram rovers, realizaram experiências científicas e enfrentaram desafios reais, tudo isto sem qualquer assistência externa. Ao longo da missão, foram assumindo diversas funções tanto no Centro de Apoio à Missão (MSC – Mission Support Center), em Terra, como no Habitat que simula uma estação em Marte. Alternaram entre vários papéis como: Diretor do Voo (Flight Director), Apoio Científico Remoto (Remote Science Support), Oficial de Procedimentos e Registos (Procedures and Records Officer), Técnico de Comunicação e Divulgação (MOO – Media and Outreach Officer), Apoio em Terra (Ground Support), Plano de Voo (Flight Plan), e tripulação de campo: Comandante e Astronautas Análogos 1 e 2.
A EXPLORE-2 teve por base a sua missão antecessora, EXPLORE-1, mas com uma ambição educativa reforçada e um maior realismo operacional. Um dos momentos mais marcantes desta edição foi o EXPLORE Experiment Design Challenge, uma competição que desafiou estudantes a pensar como verdadeiros cientistas e a propor investigações para integrar a missão. A proposta vencedora veio do Antalya Science and Art Center (BİLSEM), na Turquia, com uma experiência que testou os reflexos dos astronautas antes, durante e depois da utilização dos fatos Delta, o vestuário especializado usado pelos estudantes sempre que saíam do habitat.
Entrevista com os vencedores do EXPLORE Experiment Design Challenge.
O responsável do projeto, Gernot Grömer, do Fórum Espacial Austríaco (OeWF), afirmou: “Demos a estes estudantes uma responsabilidade real. Não se limitaram a seguir um guião, tomaram decisões, geriram recursos e trabalharam como uma verdadeira equipa. É um exemplo brilhante de cooperação europeia com a geração que um dia tornará possível a jornada mais ambiciosa da nossa sociedade, uma missão tripulada ao Planeta Vermelho.”
“Não estamos apenas a ajudar os estudantes a aprender sobre o espaço, estamos a mostrar-lhes como é vivê-lo”, afirmou Rosa Doran, do NUCLIO, um dos principais parceiros do projeto, e presidente do Painel de Educação do COSPAR. “Esta missão representa tudo aquilo que imaginámos quando criámos o EXPLORE, jovens a adquirir experiência autêntica em exploração, motivação pessoal, autoconfiança, trabalho em equipa e pensamento científico.”
Francisco Bártolo – Portugal.
Maria Francisco – Portugal.
Francisco Lucas – Portugal.
Três estudantes portugueses participaram na missão: Francisco Lucas, do Agrupamento de Escolas Professor Agostinho da Silva, em Sintra; Francisco Bártolo, da Escola Secundária de Paredes, no Porto; e Maria Francisco, do Agrupamento de Escolas Frei Gonçalo de Azevedo, em Cascais. Foram acompanhados pela professora de Física e Química Sandra Baptista, da Escola Secundária de Paredes.
Para Francisco Lucas, “o passado do EXPLORE é uma história incrível, o futuro do EXPLORE é um mistério, mas fazer no presente parte do EXPLORE é uma dádiva.”
Francisco Bártolo partilhou também a sua experiência: “Fazer ciência, estudar e investigar é um prazer e estou muito grato por participar nesta missão e contribuir para o mundo da ciência ao longo da minha vida.”
Já Maria Francisco sublinhou que o projeto EXPLORE foi mais do que a missão análoga em si: “O projeto EXPLORE é incrível, fiz novos amigos, aprendi mais sobre missões análogas e também sobre ciência. Gostei mesmo muito do projeto, foi uma ideia fantástica, e estou grata por ter tido a oportunidade de estar aqui.”
A professora Sandra Baptista acrescentou: “Ver estes jovens a trabalhar neste projeto, a assumir os seus papéis com tanta dedicação e profissionalismo, a resolver problemas em conjunto e a criar laços fortes de amizade, confiança e respeito em tão pouco tempo deixa-me orgulhosa por ser professora de ciência. Acredito que, com eles, o futuro da humanidade está em boas mãos.”
Participaram também na missão os estudantes gregos Alexandros Papathanasiou, da American Farm School, e Andrianos Lalagkas e Danai Argyriadi, da Ellinogermaniki Agogi, acompanhados pela professora Eleni Krokou; e os estudantes austríacos Ąžuolas Račinskas, da Amadeus International School Vienna, Lisa Nöstler, da Europagymnasium Auhof Linz, e Lena Kappeller, da Bundes Real Gymnasium in der Au, acompanhados pela professora Marigold Muchmore.
Alexandros Papathanasiou – Grécia.
Danai Argyriadi – Grécia.
Andrianos Lalagkas – Grécia.
Lena Kappeller – Áustria.
Ąžuolas Račinskas – Áustria.
Lisa Nöstler – Áustria.
Tal como aconteceu com a EXPLORE-1, esta segunda edição da missão também despertou um interesse significativo por parte de escolas e dos meios de comunicação social. Os estudantes organizaram entrevistas online com escolas portuguesas e austríacas, além de uma breve chamada em direto para o European Space Research and Technology Centre da Agência Espacial Europeia, em Noordwijk, nos Países Baixos. A missão foi destacada em importantes órgãos de comunicação social gregos, austríacos e portugueses, como o jornal online Cyclades Open, na Grécia, a rádio HitRadio OE3 e o jornal diário Österreich, na Áustria, e a rádio TSF e a estação televisiva SIC, em Portugal. A Lusa, a maior agência noticiosa portuguesa, visitou a missão e voltou a divulgar um comunicado para os media nacionais. A missão foi ainda referida nas edições online do Observador, do Jornal de Notícias, do Notícias ao Minuto, entre muitos outros jornais, revistas e plataformas digitais de âmbito nacional e local.
Abaixo, algumas fotografias da missão As fotografias estão disponíveis em diferentes formatos — clique em cada uma para as ampliar:
Esta missão foi uma ação conjunta dos parceiros do projeto EXPLORE: o Fórum Espacial Austríaco (OeWF), o NUCLIO, a escola grega Ellinogermaniki Agogi (EA), o Comité de Investigação Espacial (COSPAR) e o Observatório do Lago Alqueva (OLA).
Qualquer escola pode participar no projeto EXPLORE através do kit virtual do projeto, levando a exploração espacial análoga às salas de aula em todo o mundo. No futuro, a Monsaraz Analog Research Station deverá abrir portas a estudantes para estas experiências com a duração de uma semana.
Visite o site do EXPLORE em explore-project.eu. Acompanhe o projeto EXPLORE nas redes sociais, Instagram e Facebook.
(Partes deste artigo foram adaptadas do comunicado de imprensa EXPLORE – COSPAR).